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Durante os últimos dias de intercâmbio técnico no Japão, a equipe sub 18 paulista treinou no berço do judô, Instituto Kodokan, e na Shutoku High School. Em ambos os lugares, no dia em que chegaram a Tóquio, treinaram ao lado de grandes nomes do judô japonês, tais como Aaron Wolf, atual campeão absoluto do país, Shoichiro Mukai, ouro na categoria de competição por equipes no Campeonato Mundial de Judô de 2019, e Ryuju Nagayama, bronze no mesmo campeonato pela categoria -60kg.

Na Shutoku High School, a bicampeã mundial (Baku 2018 e Tóquio 2019)Abe Uta, titular absoluta dos 52kg da seleção japonesa, apareceu inesperadamente para realizar um treino com os garotos. O professor Paulo Pi contou que o volume no treino da escola era muito grande e que quase todos os judocas eram da mesma idade dos brasileiros, o que proporcionou mais qualidade e igualdade ao treino.

“Quando chegamos, os japoneses já estavam fazendo treino físico há uma hora e ainda enfrentaram três horas de trabalho tranquilamente. Isso mostrou que, quando temos alegria e determinação dentro dos tatamis, o mundo fica pequeno para nós. Treinaram com bastante igualdade, jogavam e caíam. Muitos saíram falando que conseguiram desenvolver técnicas que não soltavam no Brasil. Aqui, eles fazem isso para o aperfeiçoamento da técnica”, disse o professor.

No Instituto Kodokan, a seleção sub 18 teve a oportunidade de lutar com grandes nomes do judô japonês, inclusive o campeão absoluto do país,o que foi muito importante para a autoestima dos judocas. Para o técnico do masculino, os atletas sentiram que deveriam fazer seu trabalho da melhor forma possível para ter uma evolução igual ou maior quea destes grandes nomes da modalidade no Japão.

Já a professora Solange Pessoa considerou o treino na Shutoku High School maravilhoso e muito proveitoso para as atletas. Isso se dá porque as garotas japonesas tinham a mesma ideia que as brasileiras, então, não havia grande diferença de experiência entre as judocas.

“Foi um treino muito forte e todas deram o máximo de si, tanto que, quando algumas brasileiras jogavam as japonesas, elas chegavam até a chorar, mas nunca desistiam. As japonesas demonstraram muita perseverança e resiliência, algo que nossas judocas levarão como aprendizado para toda a vida. Logo após cair, elas se levantavam para jogar as brasileiras de volta”, relatou a professora.

O treino teve a duração de duas horas e meia e contou com muitos uchi-komis e randoris. Começou com aquecimento, uchi-komi e randori de ne-waza, depoisuchi-komi e randori de tati-waza, e, ao final mais uchi-komis e nage-ais.Todos os randoris tiveram oito repetições de três minutos.

Já no Instituto Kodokan o treino contou com a presença de muitos homens e poucas garotas. De acordo com a professora, as atletas treinaram mais entre elas, devido à ausência de garotas no treino e porque todas as judocas que estavam presentes eram da classe sênior. “Mesmo assim, as nossas garotas lutaram com elas, também acompanharam o treino de perto e foi muito proveitoso; afinal, treinar neste solo que é o berço do judô, por si só, já é muito importante”, afirmou Solange.

Por: Isabela Lemos  Fotos: Budopress

Fonte: FPJ

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